Ímãs de ferrite para elevadores
Sobre o produto
O ímã para elevador é, em geral, um pequeno bloco de ferrite fixado na caixa de corrida, junto à guia, que aciona um sensor magnético instalado na cabina. Esse par ímã + sensor informa ao comando onde a cabina está, quando reduzir a velocidade e onde parar nivelada com o piso do andar. A Kort Fort, de Ribeirão Pires (SP), atua há mais de 25 anos no comércio e no corte de ímãs anisotrópicos de ferrite e cita os elevadores entre as aplicações dos seus ímãs, com serviços de corte, magnetização e pintura para identificar as polaridades.
Para que o ímã serve no elevador
Em muitos comandos de elevador, a posição da cabina é lida por sensores magnéticos. A cabina carrega uma régua de sensores e, ao longo da caixa de corrida, ímãs são posicionados em pontos definidos. Quando um sensor passa por um ímã, o contato muda de estado e o comando recebe o sinal. As funções mais comuns são:
- Zona de nivelamento: indica que a cabina entrou na faixa em que pode parar alinhada com o piso.
- Parada no andar: marca o ponto exato de parada e a abertura de portas.
- Redução de velocidade: avisa o comando, antes do andar, para desacelerar.
- Contagem de andares: em alguns sistemas, a sequência de ímãs serve para o comando saber em que andar está.
- Limites de percurso: sinalizam a aproximação dos extremos (último andar e térreo ou poço).
O desenho exato depende do fabricante do comando. Cada sistema define a quantidade de ímãs por andar, a distância entre eles e a polaridade de cada um.
Como funciona o par ímã + sensor
Sensor reed comum
O reed tem duas lâminas metálicas dentro de uma ampola de vidro. Na presença do campo do ímã, as lâminas se tocam e fecham o contato. Quando o ímã se afasta, o contato abre. Nesse tipo, a polaridade em geral não importa, mas a distância e a posição do ímã importam muito.
Sensor biestável
É muito usado em elevadores. O contato muda de estado ao passar por um polo e permanece assim até passar pelo polo oposto. Um ímã com o polo norte voltado para o sensor liga, e outro com o polo sul desliga, ou o contrário, conforme o comando. Por isso, um ímã instalado invertido faz o comando receber o sinal errado ou não receber sinal algum.
Sensor de efeito Hall
É um sensor eletrônico que reage à intensidade e, em muitos modelos, à polaridade do campo. Também exige o ímã com a face certa voltada para ele.
| Tipo de sensor | Importa a polaridade? | O que o ímã precisa ter |
|---|---|---|
| Reed comum | Em geral, não | Força suficiente para a distância de trabalho e posição alinhada |
| Reed biestável | Sim: um polo liga e o outro desliga | Face do polo correta e identificada |
| Efeito Hall | Em muitos modelos, sim | Polo correto e intensidade dentro da faixa do sensor |
Siga sempre o manual do fabricante do comando para a polaridade e a distância de cada ponto.
Por que ferrite
O ímã de ferrite é o material mais comum nessa função por alguns motivos práticos:
- Não oxida: a caixa de corrida pode ter umidade, principalmente no poço. O ferrite é cerâmico e não enferruja.
- Força adequada: o sensor precisa de um campo definido, não do maior campo possível. Um ímã forte demais pode acionar o sensor antes do ponto, alongando a zona de leitura.
- Estabilidade térmica: suporta bem as variações de temperatura da caixa de corrida.
- Custo de reposição baixo: importante em manutenção de vários equipamentos.
A Kort Fort trabalha com ferrite de bário e de estrôncio anisotrópicos. O estrôncio tem coercividade maior (Hc de 238 a 247 kA/m, contra 167 a 183 kA/m do bário, conforme dados da empresa), o que o torna mais resistente a campos que poderiam enfraquecer o ímã. Saiba mais sobre o material na página de ímã de ferrite.
Como especificar o ímã para elevador
- Formato e medidas: o mais comum é o bloco retangular pequeno. Meça comprimento, largura e altura do ímã original com paquímetro.
- Direção da magnetização: em geral axial, com um polo em cada face maior. Confirme qual face fica voltada para o sensor.
- Polaridade: identifique o polo da face de trabalho. Em sistemas biestáveis, haverá ímãs norte e ímãs sul na mesma instalação.
- Identificação: peça a pintura para identificação das polaridades. Com a face pintada, o técnico instala certo sem precisar de medidor no topo da cabina.
- Quantidade: conte os ímãs por andar e some uma reserva para a próxima manutenção.
A magnetização é feita sob demanda pela Kort Fort. Os tipos de magnetização estão explicados na página de serviço de magnetização.
Fixação do ímã na guia
O ímã costuma ser preso em um suporte, como uma cantoneira ou uma régua, fixado na guia da cabina ou em um perfil próprio da caixa de corrida. Alguns pontos fazem diferença:
- Distância até o sensor: cada comando indica uma folga. Folga maior que a indicada causa falha de leitura. Folga menor pode fazer o sensor encostar no ímã.
- Alinhamento: o centro do ímã deve passar no centro do sensor.
- Altura em relação ao piso: define onde a cabina para. Pequenos ajustes de altura corrigem degraus no nivelamento.
- Fixação mecânica: o ímã atrai a guia de aço, mas a vibração pode deslocá-lo. Use o suporte e o método de fixação previstos pelo fabricante.
Verificação do ímã antes da troca
Nem toda falha de leitura é culpa do ímã. Antes de trocar a peça, um roteiro rápido ajuda a separar o problema:
- Inspeção visual: procure trincas, lascas, cantos quebrados e sinais de impacto. Ferrite partido muda o desenho do campo.
- Posição: compare a altura do ímã com a dos andares em que o nivelamento está correto. Um suporte que escorregou poucos milímetros já gera degrau.
- Polaridade: confira com um medidor ou bússola se a face voltada para o sensor tem o polo esperado pelo comando.
- Folga: meça a distância entre a face do ímã e o sensor na passagem da cabina.
- Sensor: passe um ímã de referência diante do sensor e observe a mudança de estado no comando. Se o sensor não responde, o defeito está nele, não no ímã.
- Sujeira: limalha e poeira metálica grudadas no ímã alteram o campo. Limpe antes de concluir o diagnóstico.
Registrar o resultado de cada verificação por andar facilita as próximas visitas de manutenção e mostra se um mesmo ponto falha com frequência, o que pode indicar vibração excessiva ou suporte inadequado.
Reposição na manutenção de elevadores
Ímãs de ferrite são frágeis. Batidas durante obras, limpeza da caixa de corrida ou ajustes podem trincar ou soltar a peça. Sintomas comuns de problema no ímã ou no suporte:
- Cabina parando com degrau em relação ao piso de um andar específico.
- Cabina passando do andar ou parando antes.
- Comando perdendo a referência de andar.
- Erro de leitura que aparece só em um ponto do percurso.
Quando o defeito aparece em um único andar, verifique primeiro o ímã e o suporte daquele ponto: se está no lugar, inteiro, com a face certa e na distância certa. Ao trocar, use ímã de medida e polaridade iguais às do original. A intervenção deve ser feita pela empresa responsável pela manutenção do elevador, seguindo o manual do comando.
Ímãs de ferrite também aparecem em portões automáticos, com lógica parecida de fim de curso. Veja as diferenças na página de ímãs para automatizadores de portões.
O que informar no orçamento
- Medidas do ímã (comprimento, largura e altura), de preferência com foto ou amostra.
- Material do original, se conhecido (ferrite de bário ou de estrôncio).
- Direção da magnetização e polo da face de trabalho.
- Quantidade de ímãs norte e de ímãs sul, quando o sistema usar as duas polaridades.
- Necessidade de pintura de identificação das polaridades.
- Quantidade total e se é reposição pontual ou estoque para manutenção.
- Marca ou modelo do comando, se souber, para ajudar a conferir a especificação.
Perguntas frequentes sobre ímãs para elevadores
Posso trocar o ímã de ferrite do elevador por um de neodímio?
Não é recomendado sem orientação do fabricante do comando. O neodímio é muito mais forte e pode acionar o sensor antes do ponto, mudando a zona de nivelamento. Também oxida em ambiente úmido se o revestimento for danificado.
Como descubro a polaridade de um ímã de elevador?
Com um medidor de polaridade, uma bússola ou um ímã já identificado. Para evitar a dúvida na reposição, peça os ímãs com a pintura de identificação das polaridades.
O ímã do elevador perde força?
O ferrite mantém a força por muitos anos em condições normais. O problema mais comum é quebra, trinca ou deslocamento do ímã, não perda de magnetismo.
Por que o elevador para com degrau em só um andar?
Uma causa possível é o ímã daquele andar estar deslocado, trincado ou com folga errada até o sensor. A verificação deve ser feita pela empresa de manutenção.
A Kort Fort atende empresas de manutenção de elevadores?
A Kort Fort cita elevadores entre as aplicações dos seus ímãs e atende clientes de vários estados. Envie as medidas e a polaridade para orçamento.
Que tamanho de ímã é usado em elevadores?
Varia conforme o comando. Por isso a melhor referência é a medida do ímã original ou a especificação do fabricante.
Precisa de ímãs sob medida? Fale com a Kort Fort.
A Kort Fort está sempre pronta para responder com eficiência e dinamismo ao seu pedido.
- (11) 4823-9466
- Segunda a sexta: 07h30 às 12h30 e 13h30 às 17h30
Solicite seu orçamento
Envie as medidas e a quantidade de ímãs de que você precisa.