Ímãs de ferrite para automatizadores de portões

Ímãs de ferrite para automatizadores de portões
Ímãs para Aplicações Industriais Kort Fort · desde 1991

Sobre o produto

O ímã para portão eletrônico é a peça de ferrite que, presa ao portão por um suporte, passa diante do sensor magnético da central do motor e indica onde o portão deve parar ao abrir e ao fechar. É o chamado fim de curso magnético. A Kort Fort, de Ribeirão Pires (SP), atua há mais de 25 anos no comércio e no corte de ímãs anisotrópicos de ferrite e inclui os automatizadores de portões entre as aplicações dos seus ímãs, com corte, magnetização e pintura para identificação das polaridades. Esta página é escrita para instaladores e assistências técnicas.

Como o fim de curso magnético funciona

O motor do portão leva uma placa com sensor magnético, em geral reed ou de efeito Hall. No portão, ficam dois ímãs: um marca o ponto de abertura total e o outro o ponto de fechamento. Quando o ímã chega diante do sensor, a central recebe o sinal e desliga o motor, ou inicia a desaceleração, conforme o modelo.

Esse sistema substituiu, em muitos automatizadores, o fim de curso mecânico com chave e alavanca. Tem menos peças móveis, não sofre desgaste por contato e é mais fácil de ajustar.

Polaridade: por que o ímã precisa estar certo

Em muitos automatizadores, a central distingue a abertura do fechamento pela polaridade do ímã. Um ímã tem o polo norte voltado para o sensor e o outro, o polo sul. Assim, com um único sensor, a central sabe qual dos dois limites foi atingido.

  • Ímã invertido: o portão pode não parar no limite, parar no lado errado ou a central pode acusar erro.
  • Dois ímãs com o mesmo polo: a central lê o mesmo limite nas duas pontas e o portão se perde.
  • Ímã trocado de lado na reinstalação: comum depois de manutenção. O portão passa a abrir onde deveria fechar.

Em outros modelos, há dois sensores, um para cada limite, e a polaridade pesa menos. A regra prática é seguir o manual do fabricante do automatizador e manter a mesma orientação do ímã original. Para não errar no campo, peça os ímãs com a pintura de identificação das polaridades: a face pintada mostra o polo antes de colocar a peça no suporte.

Portão deslizante e portão basculante

Portão deslizante

Os ímãs ficam em suportes presos à cremalheira, um em cada extremo do curso. O motor fica fixo e o sensor está na base dele, de frente para a cremalheira. Para ajustar o ponto de parada, basta soltar o suporte e deslizá-lo ao longo da cremalheira.

Portão basculante

O conjunto de motor e sensor costuma ficar no trilho ou na estrutura, e os ímãs são presos ao carro, ao braço ou à própria guia, conforme o modelo. O ajuste de abertura e de fechamento também é feito pela posição dos suportes.

Portão pivotante

Alguns automatizadores pivotantes usam fim de curso magnético no próprio braço ou no corpo do motor. A lógica é a mesma: um ímã para cada limite, na posição e com o polo indicados pelo fabricante.

Quando o portão não para no lugar

A queixa mais comum que leva à troca do ímã é o portão que bate no batente, passa do ponto ou para antes. Use a tabela como roteiro de diagnóstico:

Sintoma Causa provável O que fazer
Portão não para e bate no batente Ímã caiu, quebrou ou ficou longe do sensor Conferir o suporte, a distância até o sensor e a integridade do ímã
Portão para antes do ponto Suporte deslocado ou ímã forte demais Reposicionar o suporte; conferir se o ímã é igual ao original
Portão para no lado errado ou inverte Ímã invertido ou trocado de lado Conferir a polaridade de cada ímã e a posição de abertura e fechamento
Funciona às vezes Folga irregular entre ímã e sensor, cremalheira empenada Ajustar a folga e o alinhamento da cremalheira
Nenhum limite funciona Sensor ou central com defeito Testar o sensor com um ímã conhecido antes de trocar o ímã

O ferrite é frágil. Pancadas, portões que batem com força e quedas durante a instalação trincam ou partem o ímã. Ímã partido muda a área de campo e pode deixar de acionar o sensor na posição certa. Nesse caso, troque o ímã e não cole as partes.

Ferrite x neodímio no fim de curso de portão

Pode parecer vantagem trocar o ferrite por um ímã de neodímio, mais forte. Na prática, isso costuma criar problemas:

  • Acionamento antecipado: o campo mais forte alcança o sensor mais cedo e o portão para antes do ponto ajustado.
  • Corrosão: o portão fica ao tempo, com chuva e sol. O neodímio oxida se o revestimento for danificado. O ferrite não oxida.
  • Temperatura: a parte metálica de um portão ao sol esquenta bastante. As classes comuns de neodímio trabalham até cerca de 80 °C.
  • Custo: o ferrite custa menos por peça.

O neodímio só faz sentido quando o próprio fabricante do automatizador especifica esse material. Para comparar os dois em outros usos, veja as páginas de ímã de ferrite e ímã de neodímio.

Suportes e instalação

  • Use o suporte próprio do automatizador: ele define a altura e a distância do ímã até o sensor.
  • Folga até o sensor: siga o valor do manual. Folga grande demais causa falha intermitente.
  • Fixação: aperte o suporte na cremalheira para que a vibração não o desloque. Não dependa da atração do ímã para segurar o suporte.
  • Proteção: evite que o ímã fique em posição de receber impacto do portão ou de objetos.
  • Teste: depois do ajuste, faça vários ciclos completos de abertura e fechamento e confirme a parada nos dois limites.

Em elevadores, ímãs de ferrite também acionam sensores de posição, com exigências de polaridade parecidas. Veja a página de ímãs de ferrite para elevadores.

Passo a passo da troca do ímã de fim de curso

  1. Desligue a alimentação do automatizador e coloque o portão em modo manual, conforme o manual do fabricante.
  2. Marque a posição atual do suporte na cremalheira com caneta ou fita, para voltar ao mesmo ponto de parada.
  3. Retire o ímã antigo e anote qual face estava voltada para o sensor. Se a peça estiver partida, guarde os pedaços para conferir a medida.
  4. Confira o polo do ímã novo e posicione-o com a mesma face voltada para o sensor.
  5. Fixe o suporte no ponto marcado e confira a folga até o sensor.
  6. Religue e teste em ciclos completos. Ajuste a posição do suporte em pequenos passos até a parada ficar no ponto certo.
  7. Revise o outro limite: se um ímã quebrou por impacto, o do lado oposto pode ter sofrido o mesmo.

Se depois da troca o portão continuar sem parar, o problema provavelmente está no sensor, no chicote ou na central, e não no ímã.

Para instaladores e assistências técnicas

Quem atende muitos portões ganha tempo com ímãs de reposição à mão, já com o polo identificado. Algumas práticas que ajudam:

  1. Separe os ímãs por medida e por polo da face de trabalho.
  2. Marque a face com a mesma cor em todo o estoque, por exemplo, uma cor para norte e outra para sul.
  3. Anote em cada ordem de serviço qual polo foi para a abertura e qual foi para o fechamento.
  4. Ao receber um portão com problema de parada, teste o sensor com um ímã de referência antes de trocar peças.

A Kort Fort executa a pintura para identificação das polaridades e a magnetização de ferrite. A identificação por cor no lote reduz erro de instalação.

O que informar no orçamento

  • Medidas do ímã original (comprimento, largura e altura), com foto ou amostra.
  • Marca e modelo do automatizador, se souber.
  • Tipo de portão: deslizante, basculante ou pivotante.
  • Polo da face de trabalho e quantidade de ímãs norte e sul.
  • Necessidade de pintura de identificação das polaridades e a cor desejada.
  • Quantidade: reposição pontual ou estoque para assistência técnica.

Perguntas frequentes sobre ímãs para portões

Qual ímã vai na abertura e qual vai no fechamento?

Depende do automatizador. Em muitos modelos, um polo indica abertura e o outro fechamento. Siga o manual e mantenha a mesma orientação do ímã original.

Posso usar qualquer ímã no motor do portão?

Não. A medida e a força precisam ser parecidas com as do original, para que o sensor acione no ponto certo. Ímãs mais fortes antecipam a parada.

Ímã de portão perde a força?

O ferrite mantém a força por muitos anos. O problema mais comum é quebra, queda ou deslocamento do suporte.

Como sei o polo do ímã sem medidor?

Aproxime uma bússola: o lado que atrai o norte da agulha é o polo sul do ímã. Ou compare com um ímã de referência já identificado.

Ímã de neodímio é melhor para portão eletrônico?

Na maioria dos casos, não. Ele aciona o sensor mais cedo, oxida ao tempo se o revestimento falhar e custa mais.

A Kort Fort atende assistências técnicas de portões?

A Kort Fort cita os automatizadores de portões entre as aplicações dos seus ímãs e atende clientes de vários estados. Envie as medidas e a polaridade para orçamento.

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